Um estudo da empresa Ayvens conclui que Portugal tem o menor custo no renting de veículos de passageiros entre 30 países europeus.
O Car Cost Index 2026 analisa o custo total de propriedade (TCO) de frotas empresariais em 30 países europeus, tendo em conta “os principais custos associados à posse e utilização de um veículo em cada país, incluindo depreciação, juros, reparações, manutenção, pneus, energia ou combustível, impostos (excluindo IVA) e seguro.” Feita a análise este ano, a conclusão é de que a Suíça é o país mais caro da Europa para o renting automóvel, enquanto Portugal lidera os mercados mais baratos, seguido de Bélgica e Roménia.
De acordo com o estudo, o TCO médio mensal do renting automóvel em Portugal é de 774 euros, sendo que o país “destaca-se também como o mercado europeu mais acessível para conduzir um veículo elétrico a bateria (BEV), com um TCO médio de 626 euros por mês.”
Os resultados mostram ainda que os veículos elétricos estão a tornar-se progressivamente mais competitivos em termos de custos face aos veículos com motor de combustão interna em vários segmentos automóveis. No segmento dos automóveis subcompactos (utilitários), o TCO médio mensal de um veículo com motor de combustão interna em Portugal é de 702 euros, enquanto um veículo elétrico equivalente apresenta um TCO médio de 537 euros, tornando-se a opção mais económica.
Também no segmento dos veículos compactos (pequenos familiares), um dos mais relevantes para as frotas empresariais, em Portugal, os BEV registam um TCO médio de 635 euros, seguidos dos híbridos plug-in (804 euros) e dos veículos a gasolina (1 036 euros). Nos veículos de dimensão média, os elétricos voltam a apresentar o TCO mais competitivo, com um valor médio de 686 euros, seguidos dos híbridos (986 euros) e dos veículos a gasolina (1 097 euros).
De acordo com o Car Cost Index 2026, as vantagens dos elétricos verificam-se igualmente a nível europeu: “na maioria dos países da Europa Ocidental e do Norte, o renting de um veículo elétrico a bateria já é frequentemente mais barato do que o de veículos a gasolina ou a gasóleo.”
A propósito, António Oliveira Martins, diretor-geral da Ayvens em Portugal, sustenta em comunicado que “o estudo deste ano deixa claro que analisar apenas a mensalidade do renting leva frequentemente a conclusões erradas porque, quando se tem em conta a energia e os impostos, o veículo elétrico que pode parecer mais caro em termos de renda, torna-se frequentemente a escolha mais económica ao longo de um ciclo de quatro anos.”
A edição de 2026 do Car Cost Index considera um período de utilização de quatro anos, com uma quilometragem anual de 30 mil quilómetros. Para efeitos da análise, um veículo elétrico é considerado competitivo em termos de custos quando o seu TCO é igual ou até 5% superior ao de um veículo comparável com motor de combustão interna.









