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Debate sobre comércio de usados juntou 400

O Encontro Nacional do Comércio de Automóveis Usados, que reuniu cerca de 400 profissionais em Coimbra, debateu o papel das plataformas digitais, o financiamento e outras questões de mercado.

Organizado pela ANECRA, Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel, o debate abriu com a avaliação do papel atual dos ‘marketplaces’, considerando-se que o poder, durante décadas maioritariamente nas mãos das marcas, “deslocou-se progressivamente para as plataformas digitais, que oferecem aos consumidores mais informação, maior transparência e uma experiência assente na confiança e na comparação.”

De acordo com a comunicação da ANECRA, “esta transformação está a mudar profundamente o comportamento dos consumidores. Hoje, os compradores pesquisam mais, comparam mais e tomam decisões de forma mais antecipada e informada.”

Acresce que os ‘marketplaces’ estão “a investir fortemente em inteligência artificial, criando uma infraestrutura tecnológica capaz de recolher, analisar e interpretar grandes volumes de dados. Esta capacidade permite não só melhorar a experiência do utilizador e aumentar a eficiência operacional, mas também desenvolver modelos preditivos que ajudam a antecipar tendências, comportamentos de compra e necessidades futuras.”

Outra questão abordada no debate sobre o mercado de viaturas usadas foi a questão do financiamento automóvel, como pilar para a sustentabilidade das empresas. Ficou evidente que “o conhecimento especializado e a confiança no processo de crédito são fatores essenciais para valorizar e reforçar a credibilidade de todos os intervenientes do setor automóvel.”

Neste sentido, a “ANECRA tem mantido um diálogo construtivo e permanente com o Banco de Portugal, apresentando diversas propostas de revisão e aperfeiçoamento do Regime Jurídico dos Intermediários de Crédito. O objetivo passa por contribuir para um enquadramento regulatório mais equilibrado, eficiente e ajustado à realidade das empresas do setor, promovendo simultaneamente a proteção dos consumidores, a transparência dos processos e a sustentabilidade da atividade económica.”

As centenas de profissionais presentes avaliaram ainda alguns desafios do setor, nomeadamente “a incerteza associada à nova lei do regime do intermediário de crédito”, além da crescente procura por veículos importados, sobretudo de elétricos, tendo em conta que “a oferta disponível no mercado nacional nem sempre é suficiente para responder à procura, o que tem levado a uma maior aposta na importação como alternativa.”

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