Design ohne Titel - 1

Sistema suspenso da igus resolve caos do carregamento elétrico

Se o acto de carregar um veículo elétrico ligeiro é para muitos ainda um mistério, saiba que carregar camiões e autocarros elétricos, naturalmente mais complicado, está longe de ser tão simples como ligar um telemóvel à corrente. Quem lida com estes veículos no dia a dia sabe que os cabos são verdadeiros “elefantes brancos”: pesados, grossos e difíceis de manusear e, para se ter uma ideia, num sistema de carregamento rápido, cada metro de cabo pode chegar aos quatro quilos.

Arrastar o peso dos cabos para o carregamento de veículo elétrico, nomeadamente quando se trata de um camião ou um autocarro, fazendo-o muitas vezes em pavimentos molhados ou mal iluminados, é uma tarefa fisicamente desgastante, que pode levar a lesões e contribui para o cansaço dos motoristas, um grupo profissional que já enfrenta elevados índices de stress e absentismo.

A pensar nisto, e também na segurança das infraestruturas, a igus desenvolveu uma solução que tira os cabos do chão e os coloca no ar. Chama-se e-tract DC horizontal e não é mais do que um sistema de guiamento que se instala por cima da cabina do condutor, seja como uma estrutura independente ou montada num suporte. O funcionamento é engenhoso: o cabo forma uma laçada sobre uma guia e, quando o motorista acciona o sistema, uma correia movimenta o cabo até à posição certa, fazendo com que a ficha desça lentamente para ser ligada ao veículo. O esforço físico é praticamente zero.

Mas a vantagem não é só ergonómica. Quem já viu postos de carregamento em terminais de autocarros ou parques logísticos sabe que os cabos no chão são um perigo constante. Passam por cima deles, danificam-nos, e os acidentes de manobra são mais comuns do que se gostaria. Como explica Christoph Koch, gestor de produto da igus, ao contrário das soluções instaladas no pavimento, este sistema é praticamente à prova de avarias, porque o cabo deixa de sofrer o desgaste do atrito e não há o risco de um veículo pesar sobre ele.

E há ainda um terceiro problema, bem real, que esta abordagem ajuda a combater: o furto. O cobre dentro dos cabos é um alvo apetecível e o problema já é grave. Por exemplo, a EnBW, uma das maiores operadoras de carregamento rápido da Alemanha, registava no ano passado cerca de 15 a 20 cabos roubados por dia, com prejuízos entre 5 mil e 8 mil euros por ocorrência. Com o sistema suspenso, os cabos são recolhidos automaticamente quando não estão a ser usados, dificultando bastante a vida a quem os pretende levar.

Para os carros elétricos, a lógica é a mesma, mas em versão mais compacta. A igus criou também o e-tract para corrente alternada, uma solução mais estreita que se instala directamente no tecto, mesmo por cima dos lugares de estacionamento. Ideal para parques subterrâneos ou garagens com pouco espaço, onde cada centímetro conta. Com um simples toque num botão, o cabo desce e o condutor liga o carro sem ter de se esticar ou fazer malabarismos com fios. O objectivo, em ambos os casos, é o mesmo: tornar o processo de carregamento mais seguro, prático e, acima de tudo, humano.

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