O novo Audi Q9 é o primeiro automóvel de produção em série a utilizar painéis digitais OLED com curvatura tridimensional. A inovação, que a marca alemã apresenta como estreia mundial, permite que os farolins traseiros acompanhem o contorno da carroçaria e melhorem a visibilidade lateral. Por trás disto está um vidro de suporte com apenas 0,1 milímetros de espessura — aproximadamente a espessura de um cabelo humano — que possibilita raios de curvatura até 200 milímetros .
A tecnologia OLED não é nova na Audi. Começou em 2016, no TT RS, quando a marca se tornou a primeira a levar díodos orgânicos emissores de luz para os farolins de um modelo de produção. Quatro anos depois, no Q5, a digitalização permitiu controlar segmentos individualmente e personalizar a assinatura luminosa. Em 2024, o Q6 e-tron multiplicou por dez o número de segmentos controláveis e introduziu funções de segurança através da luz . O Q9 representa agora a terceira geração desta tecnologia, com 512 segmentos distribuídos por seis painéis.


O maior destes painéis, com 99 segmentos, é também o maior alguma vez usado pela Audi num carro de série. O conjunto traseiro integra ainda um painel central com 84 segmentos e um painel interior com 73 . Na prática, isto traduz-se em mais possibilidades de personalização: até oito assinaturas luminosas digitais, algumas delas com efeitos tridimensionais que se tornam particularmente visíveis à noite.
Mas há mais do que estética. Ao colocar os OLED nas extremidades exteriores dos grupos óticos, a luz permanece visível mesmo de ângulos laterais amplos, o que ajuda outros condutores a perceber o veículo em situações de pouca luz. Além disso, os símbolos de aviso integrados na assinatura traseira — como um triângulo de perigo — podem alertar quem vem atrás para situações de avaria ou acidente .

Na frente, o Q9 estreia faróis Digital Matrix LED com tecnologia micro-LED. Cada módulo tem cerca de 13 milímetros de largura e integra 25.600 micro-LED individuais, cada um com aproximadamente 40 micrómetros. Isto permite projetar imagens de alta resolução na estrada e adaptar a distribuição da luz às condições de circulação . Numa mudança de direção à noite, por exemplo, o sistema projeta no asfalto um indicador estilizado que ajuda peões e ciclistas a antecipar a manobra.
O Q9 não vive só de luz, naturalmente. É o maior SUV alguma vez feito pela Audi, com 5,31 metros de comprimento, e chega com sete lugares de série ou seis em opção, portas de acionamento elétrico com sensores de obstáculos e um teto panorâmico de 1,5 metros quadrados . Em Portugal, a motorização disponível é o V6 TDI de 220 kW (299 cv), com preços que arrancam acima dos 108 mil euros no mercado europeu . A produção decorre em Bratislava e as primeiras entregas estão previstas para o final de 2026 .










