José Pedro Fontes e Inês Ponte chegam ao Rally 6 Cities North Portugal com um objetivo claro: transformar a velocidade que têm mostrado num resultado que os coloque finalmente no pódio. Depois de dois quartos lugares consecutivos, a dupla da Sports & You alinha ao volante do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale na penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, entre 23 e 25 de outubro, numa prova que este ano tem um peso adicional por integrar também o calendário do Campeonato da Europa de Ralis.
O percurso não vai facilitar a vida a ninguém. São 17 classificativas e 181,10 quilómetros cronometrados, distribuídos por Fafe, Guimarães, Felgueiras, Boticas, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena. A prova arranca na sexta-feira à noite com a especial de Monte Penha/Guimarães, um troço de asfalto, mas o grosso da competição disputa-se em terra, com passagens por Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena e Boticas no sábado, e o tradicional bloco de Fafe e Felgueiras no domingo, onde se inclui a Power Stage de Lameirinha .
Para Fontes, a leitura é simples. “Já por duas vezes ficámos à porta do top 3 e certamente que o objetivo passa por subir pelo menos um degrau e conquistar mais um pódio”, afirmou o piloto. A confiança vem do facto de a dupla ter sido rápida tanto no asfalto de Chaves como na terra do Algarve, o que, segundo Fontes, mostra a versatilidade do conjunto e o trabalho que tem sido feito no desenvolvimento do carro italiano .

Há, no entanto, um senão que o piloto não esconde. A organização decidiu colocar os concorrentes do CPR não inscritos no Europeu atrás de todos os participantes do ERC na ordem de partida, o que, na prática, significa que Fontes e Ponte vão sair dentro do pelotão nacional, mas atrás dos estrangeiros. Fontes considera a medida uma desigualdade “gritante” e uma falta de respeito pelo campeonato português, pelas equipas e pelos patrocinadores. “Talvez por isso estejam inscritas menos de 20 formações portuguesas”, atirou, deixando também uma crítica à forma como foi feita a tal “hipotética seleção nacional”, da qual, diz, nem o líder do campeonato foi convocado .
A prova em si promete espetáculo, sobretudo porque junta na mesma estrada os pilotos do CPR e os do Europeu, num fim de semana em que o ERC decide o segundo lugar da geral e o título júnior . Para além disso, estreia-se em Portugal o National Match Rally, um duelo entre as seleções de Portugal e França, com quatro equipas de cada lado em viaturas Rally2 . A equipa portuguesa conta com Armindo Araújo como piloto mais experiente, ao lado de Luís Cidade, Guilherme Meireles e Pedro Almeida .

No que diz respeito ao campeonato nacional, Rúben Rodrigues continua na frente, mas Pedro Almeida aproximou-se depois da vitória no Algarve. Este Rali 6 Cidades não deverá decidir o título, mas os pontos em jogo podem ser decisivos para a forma como a luta chega à última prova da temporada . Para Fontes, a missão é mais imediata: encontrar ritmo desde o primeiro troço, evitar erros e gerir a prova sem perder de vista o pódio que lhe tem escapado por tão pouco.









