Foram do céu ao inferno em questão de horas. O piloto português Filipe Albuquerque e os seus companheiros de equipa, Ricky Taylor e Will Stevens, viveram o conto de fadas das 12 Horas de Sebring para ver a realidade mais dura do desporto motorizado bater-lhes à porta na sala de verificações técnicas. O que parecia um triunfante regresso ao pódio na segunda prova do campeonato IMSA transformou-se numa desclassificação que deixou o piloto de Coimbra “muito triste”.
Durante 12 horas, na passada semana, o Cadillac V-Series.R #10 da Wayne Taylor Racing (WTR) protagonizou uma recuperação heróica no traçado traiçoeiro de Sebring, na Flórida, cruzando a meta na honrosa terceira posição da classe GTP. Foi um resultado que soube particularmente a vitória para a equipa, após um início de época marcado pelo abandono nas 24 Horas de Daytona. Contudo, a alegria durou pouco.
A fiscalização pós-corrida encontrou uma irregularidade nos pneus do Cadillac: um ângulo de camber (inclinação das rodas) fora dos limites permitidos pelos regulamentos da IMSA. A infração técnica, relacionada com a pressão dos pneus, ditou a desclassificação imediata do #10, que foi relegado para o último lugar da classe GTP, passando a constar em 21º na classificação geral. O lugar no pódio foi herdado pelo Cadillac #31 da Action Express Racing.
Em declarações à sua assessoria de imprensa, citadas pelo Record, Filipe Albuquerque não escondeu a amargura: “Temos vindo a melhorar a performance de forma significativa e o pódio soube a vitória. Estava contente com todo o trabalho, mas ver esse resultado anulado devido a essa irregularidade deixou-me muito triste. Fomos do céu ao inferno, até porque essa falha regulamentar em nada nos beneficiou, mas regras são regras e devíamos ter cumprido”.
O piloto português, que partilha o carro com Ricky Taylor e Will Stevens, admitiu a frustração de ver mais um revés numa temporada que começou com expectativas renovadas após a renovação do contrato com a equipa para 2026. “É frustrante e que mais uma vez parece que as coisas não estão alinhadas a nosso favor”, desabafou, acrescentando que a equipa irá agora “analisar internamente os dados para garantir que estas discrepâncias técnicas não se repitam nas próximas etapas da temporada”.
Apesar do duro golpe, o calendário não pára para a equipa Wayne Taylor Racing. O Campeonato IMSA segue agora para o circuito de rua de Long Beach, na Califórnia, onde se disputa a próxima prova do campeonato. A corrida está agendada para o fim-de-semana de 17 e 18 de abril, oferecendo a Filipe Albuquerque e aos seus companheiros uma oportunidade rápida de deixar para trás a desilusão de Sebring e voltar a lutar pelos lugares dianteiros.









