O conselho de supervisão do grupo vai reunir-se a 9 de Julho, depois ter vindo a público a intenção de duplicar as rescisões até 2030 e encerrar quatro fábricas na Alemanha.
De acordo com a revista Manager Magazin, os resultados financeiros mais recentes levam o grupo a pretender baixar os custos gerais em 11 mil milhões de euros até ao final da década. Assim, a intenção de cortar 50 mil postos de trabalho em todo o mundo terá levado a multinacional alemã a duplicar a meta.
Até ao momento, o grupo não comentou a notícia de chegar às 100 mil rescisões nos próximos quatro anos, nem do enceramento quatro fábricas na Alemanha que poderão encerrar, três da marca Volkswagen (Hannover, Zwickau e Emden) e uma da Audi em Neckarsulm.
A intenção de passar de 50 mil para 100 mil rescisões surge após o grupo Volkswagen – que inclui marcas como a Volkswagen, Porsche e Audi e emprega 657 mil pessoas mundialmente – ter registado uma descida de 29% no lucro líquido no 1.º trimestre do ano, para 1,56 mil milhões de euros, depois de o lucro anual do grupo ter caído quase para metade no final de 2025.
Para já, e até ao final deste ano, o grupo Volkswagen está a levar a cabo “cortes drásticos de empregos e reduções de custos na Alemanha”. Segundo uma notícia da agência Reuters, a intenção passa por reduzir 19 mil trabalhadores nos seus quadros.
À vaga de despedimentos em curso, e que deverá prosseguir, deverá estar a salvo a fábrica da AutoEuropa, em Palmela, que se prepara para produzir o novo utilitário elétrico, concebido a partir do protótipo ID. EVERY1.
Apesar de alguns analistas alertarem que “nenhuma unidade está totalmente imune a ajustamentos”, a fábrica da Volkswagen em Palmela deverá ainda passar a produzir um modelo adicional de grande volume, a partir de 2027.









