A estreia da temporada de endurance da Porsche Cup Brasil no Algarve já tem sabor a corrida grande. A dupla inédita formada por Marcos Regadas e Felipe Drugovich vai largar da terceira fila do grid, depois de uma qualificação que deixou boas indicações para os 300 quilómetros que se seguem. O carro #17 assegurou o sexto lugar entre os concorrentes, num treino cronometrado particularmente equilibrado.
O formato da prova obrigou cada elemento da dupla a registar a sua melhor volta, sendo que a posição de partida resulta da soma desses tempos. Regadas, que pilotou primeiro, conseguiu o sexto melhor registo individual, enquanto Drugovich se manteve sempre por perto dos tempos do top 10, confirmando a consistência do conjunto.
Ambos chegam a este fim de semana embalados por resultados recentes. Regadas, natural do Maranhão, vem de duas jornadas fortes na Sprint da Porsche Cup, com direito a pole position e pódio em Le Mans, além de dois outros pódios no próprio circuito do Algarve, onde correu sozinho na semana passada. Do outro lado da garagem, Drugovich – campeão de Fórmula 2 em 2022 e atualmente piloto da Andretti na Fórmula E – também está em alta, depois de ter conquistado a pole position no último ePrix de Xangai.

A corrida promete ser um verdadeiro teste de resistência e estratégia. Serão três trocas obrigatórias de pilotos ao longo da prova: um deles fará a largada e o terceiro stint, enquanto o outro ficará responsável pelo segundo e pelo último turno ao volante, cruzando a meta.
A prova está marcada para as 8 da manhã (horário de Brasília) e vai ser transmitida pela Band, BandSports e também no canal oficial da Porsche Cup Brasil no YouTube. Quanto às expetativas, a dupla mostrou-se confiante apesar de alguns contratempos na qualificação. Regadas explicou que a melhor volta de Drugovich acabou por ser anulada por um pequeno excesso de pista, o que lhes custou dois décimos, e que a sua própria volta também ficou condicionada por um carro que rodou na primeira curva, obrigando-o a levantar o pé por segurança. Mesmo assim, consideram que a terceira fila é uma excelente base de trabalho – e prometem ir para cima, porque amanhã há muito caminho para percorrer.









